| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Lari |
| Família: | Laridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Larinae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | L. atlanticus |
A gaivota-de-rabo-preto é uma ave charadriiforme da família Laridae.
Seu nome significa: do (grego) larus = gaivota; e de atlanticus = referente ao Oceano Atlântico. ⇒ Gaivota do Atlântico.
É frequentemente considerada uma subespécie de Larus belcheri.
Mede de 40 a 51 cm de comprimento e pesa cerca de 1 kg. Distingue-se de outras espécies do gênero Larus pelo rabo preto e de ponta branca e pelo bico amarelo com a ponta vermelha.
Ave de hábitos alimentares oportunistas, sendo comum roubar presas de outras aves marinhas ou predar ovos e filhotes. Durante o período reprodutivo, alimenta-se principalmente de caranguejos, e, durante o restante do ano, de forma mais variada: peixes, restos de barcos de pesca, mexilhões e insetos.
Passada a estação fria e já em território argentino, deposita seus ovos entre setembro e outubro em ilhas, praias, costões rochosos, portos, lagoas e estuários. Em novembro nascem os filhotes
Habita regiões arenosas na costa marinha, entre elas as lagoas de água salgada. Está ameaçada de extinção em razão da degradação costeira devido ao desenvolvimento humano, utilização do habitat para lazer humano, agricultura, pesca indiscriminada e poluição ambiental.
Restrita ao sudeste da América do Sul, é endêmica da região costeira dos Pampas. Toda a população reprodutiva da espécie se encontra na costa da Argentina. No inverno, indivíduos migram para regiões mais ao norte, atingindo o Uruguai e o sul do Brasil, neste último até o norte de Santa Catarina. No Brasil a única localidade onde a espécie é uma visitante regular é a costa sul do Rio Grande do Sul, enquanto em Santa Catarina são poucos os registros.